Se você conversar com qualquer diretor clínico ou gestor de emergência hospitalar, a queixa é unânime: “O Pronto-Socorro está lotado porque o resultado dos exames demora para sair e trava a alta ou a decisão de internação”.

Pronto-Socorro

A reação imediata da gestão quase sempre é cobrar a equipe técnica do laboratório ou cogitar equipamentos analíticos mais rápidos. No entanto, os dados mostram uma realidade bem diferente.

Análises de fluxo e Turnaround Time (TAT) revelam que mais de 50% a 55% do tempo total de um exame é consumido na fase pré-analítica — no intervalo entre o pedido médico, a execução da punção, a conferência de tubos e o descarte por amostra inadequada.

Quando um tubo chega na área técnica com volume insuficiente, ordem de coleta trocada ou sem a homogeneização adequada, o analisador rejeita. É nesse momento que o ciclo reinicia do zero, o paciente fica mais 2 ou 3 horas ocupando leito de observação e o Pronto-Socorro entra em colapso.

A coleta rápida não é suficiente; ela precisa ser cirúrgica

Na urgência e emergência, o ambiente é caótico. Profissionais de enfermagem e flebotomistas trabalham sob pressão contínua, trocas de plantão e pacientes em estado crítico. Exigir que a equipe decore dezenas de tubos, regras de anticoagulantes e critérios de preenchimento em meio à correria é uma receita para o retrabalho.

Ao projetar o eTrack na Greiner Bio-One, entendemos que o maior ganho de eficiência de um hospital começa no box ou no leito de coleta:

  • Validação Guiada sem Margem para Dúvida: O sistema indica visualmente ao coletor a sequência correta dos tubos, eliminando trocas de tubos sob estresse.
  • Amostra Pronta para Rodar de Primeira: Ao assegurar que a punção cumpra os critérios corretos de volume e identificação na origem, o tubo entra direto na esteira técnica sem risco de ser barrado na triagem.
  • Previsibilidade no Giro de Leito: Menos coletas rejeitadas significam laudos entregues no prazo previsto, acelerando condutas médicas, liberando leitos de urgência e encurtando o tempo de permanência do paciente no hospital.

Eficiência hospitalar começa na beira do leito

Investir milhões em automação de bancada analítica não resolve a superlotação da emergência se o material que chega à bancada estiver comprometido pela fase anterior.

O verdadeiro divisor de águas na gestão hospitalar moderna está em transformar a coleta em um processo blindado, digital e assistido. Quando a amostra sai correta na primeira tentativa, o hospital ganha em giro de leito, o médico decide com rapidez e o paciente tem o cuidado que precisa, sem esperas desnecessárias.

Como o seu hospital mede o impacto das falhas de coleta no tempo de permanência do Pronto-Socorro hoje?

Un abrazo,

Leonardo Lippel Rodrigues
Gerente de Ventas y Tecnología