Se tem uma coisa que me chamou a atenção no papo que bati com a Akiko Hiramoto no primeiro episódio do Podcast eTrack, foi a simplicidade de um erro que pode custar muito caro: a confiança excessiva no papel.

Como profissional de tecnologia, eu sempre defendo a digitalização pela eficiência. Mas ouvindo a Akiko (que vive a realidade das auditorias (DICQ/SBAC) na pele), ficou claro que o buraco é mais embaixo. O problema não é apenas ser “antigo”, o problema é a segurança.
A “falsa sensação de segurança” dos registros físicos
Ainda vejo muitos laboratórios no Brasil gerindo processos críticos em cadernos, planilhas impressas ou arquivos físicos. Parece seguro porque “está ali na mão”, certo? Errado.
No episódio, discutimos como esse modelo compromete a integridade dos registros. O papel rasga, apaga, se perde e, o pior de tudo: não tem rastreabilidade. Se uma auditoria pedir para reconstruir o histórico de uma amostra de seis meses atrás, quanto tempo sua equipe levaria procurando em pastas? E se essa pasta não estiver lá?
A Akiko foi cirúrgica ao dizer:
“Com o tempo, esse modelo pode comprometer a integridade e a confiabilidade dos registros.”
O olhar do auditor
Para quem audita, a rastreabilidade é a palavra-chave. Um sistema informatizado não serve apenas para “organizar a casa”; ele serve para provar que você fez o que diz que fez.
Quando falamos de digitalização, não estamos falando de escanear um papel. Estamos falando de dados estruturados. Um software robusto garante:
- Imutabilidade: Ninguém pode alterar um resultado passado sem deixar um rastro digital.
- Busca Imediata: A informação está a um clique, não em um arquivo morto.
- Conformidade: O sistema trabalha a favor das normas, e não contra elas.
É hora de virar a chave
Se você ainda confia a conformidade do seu laboratório a armários de arquivo, meu conselho — e o da Akiko — é repensar isso urgentemente. A transição para o digital, com sistemas validados e seguros, é o único caminho para quem quer estar entre os laboratórios que realmente garantem qualidade e segurança ao paciente.
Nós aprofundamos muito mais sobre como fazer essa transição sem travar a operação no podcast. Se você sente que seu laboratório ainda está preso na “era do papel”, esse corte do episódio é para você.
Um abraço,
Leonardo Lippel Gerente Comercial e Tecnologia – Greiner Bio-One

