Acompanhando os relatórios de tendências tecnológicas para 2026 em portais como a Fast Company, notei um movimento claro: a tecnologia na saúde deixou de ser avaliada pelo seu “potencial teórico” e passou a ser cobrada por governança, integração e controle.

Com a chegada de sistemas cada vez mais autônomos e agentes digitais que tomam decisões de fluxo, o grande debate do mercado atual não é mais “o que a ferramenta consegue fazer de forma automática?”, mas sim “como garantimos que essa automação seja rastreável, auditável e segura?”.
No laboratório, especificamente na fase pré-analítica, esse debate é vital.
De nada adianta ter um fluxo rápido ou automatizado se o gestor não tem controle total sobre o rastro da informação. Autonomia sem supervisão na saúde não é inovação; é risco operacional.
Rastreabilidade é a base da governança
Quando desenhamos e evoluímos o eTrack na Greiner Bio-One, a premissa sempre foi clara: a tecnologia deve guiar e proteger o processo, mas a palavra final e a visibilidade devem estar sempre na mão do profissional.
Para aplicar essa “automação responsável” no laboratório, eu defendo três princípios:
- Auditabilidade Total: Cada ação na coleta — da leitura do material à liberação do lote — precisa gerar um rastro digital inalterável. Se a tecnologia faz a validação, o gestor precisa ter a prova de como ela foi feita.
- Integração sem Ruído: Sistemas que funcionam isolados geram “pontos cegos”. A automação precisa nascer integrada ao processo da ponta e ao LIS do laboratório, sem exigir que o operador faça lançamentos manuais paralelos.
- Controle Humano Assistido: A tecnologia atua como a trava que impede o avanço do erro, mas capacita o profissional a tomar a decisão correta na bancada ou na coleta. É o sistema trabalhando a favor da equipe, e não substituindo a responsabilidade do processo.
O padrão que o mercado exige hoje
A era de adotar automações cegas ou soluções que não prestam contas do processo ficou para trás. O futuro da pré-analítica pertence aos ecossistemas que entregam eficiência com 100% de rastreabilidade e governança.
A tecnologia precisa provar seu valor na prática, trazendo segurança ao paciente e tranquilidade para o gestor.
Para ler mais sobre os desafios de governança e novos fluxos de tecnologia na saúde, vale a leitura do artigo da Fast Company sobre Soluções e Tendências de Tecnologia.
Eine Umarmung
Leonardo Lippel
Gerente Comercial e Tecnologia – Greiner Bio-One

